Dúvidas e Dicas

Esta seção é composta de dúvidas de nossos alunos enviadas a nós através dos anos, desde 2003, o início do funcionamento do Grupo Mera, e nossas respostas.

O intuito dessa nova seção é ajudar outros estudantes de Um Curso em Milagres com dúvidas parecidas para que possam caminhar de forma cada vez mais suave, pacífica e confiante de volta para Casa.

Paz e Luz!


Grupo Mera

 

PARA LER A EXPLICAÇÃO, CLIQUE NA DÚVIDA.

 

FAQs - Dúvidas e Dicas

Grupo Mera: É verdade mesmo que a leitura dessas passagens parece uma enorme contradição. Mas, precisamos estar atentos ao recado insistente de Jesus. Ele nos pergunta em várias passagens algo assim: “eu estou afirmando que este mundo é uma ilusão, um sonho que está acontecendo na mente do Filho de Deus, mas responda sinceramente: você realmente acredita nisso?”

Se formos sinceros, e nem precisamos de profundos exames mentais, veremos que não acreditamos que este mundo não seja real. Basta ver como ficamos nervosos com problemas ou com alguma dor.

Por esse motivo, o Curso fala conosco em dois níveis: no nível da Verdade absoluta e no nível da dualidade – que é o único que nossa mente aparentemente dividida consegue entender.

Então, a “salvação” é o nome que Jesus deu para falar sobre o resgate da consciência de que a separação não pode ser real. Como nossas mentes estão absolutamente distorcidas e longe dessa verdade, ele propõe um programa de teoria e prática para revertermos a distorção e nos lembrarmos de que só a unidade do Amor é real.

Grupo Mera: Você está sendo super polido e educado no seu e-mail, está tudo certo. Mas, o mais importante de tudo isso é você se questionar e "organizar os seus pensamentos" sobre o que você quer que resulte disso.

Lembrando: o seu colega também vive aqui nesse mundo sob a culpa inconsciente e auto-ódio inconsciente, correto? Ele odeia a si mesmo e projeta isso à sua volta - neste momento, em você. Só que ele não tem a mínima ideia do que estamos falando, portanto, você necessariamente tem de pensar pelos dois. O que eu quero dizer é que ele pode entender o seu e-mail da maneira como ele "consegue", não da maneira como você espera.

Suponhamos que ele distorça tudo que você tentou falar. Você está pronto para isso?

Enquanto você vai pensando sobre essas questões, eu sugiro que você escreva um outro e-mail agora. Escreva tudo da maneira como você gostaria de falar de verdade, talvez  xingando e expondo toda sua raiva, indignação e decepção. Guarde os dois e-mails. Daqui a três dias, não antes, releia-os. Primeiro esse mais "verdadeiro" e depois o polido.

Não mande nada a ele antes de ter certeza de que se ele distorcer tudo e ainda fizer mais estardalhaço com essa história sem pé nem cabeça, você ainda ficará em paz, consciente de que o que ele está fazendo, na verdade, eu, você, ele e o resto da humanidade também faz - não no mesmo formato, mas exatamente no mesmo conteúdo.

Quando você estiver em paz independentemente de qualquer resultado, mande o que quiser a ele, está bem?

Eu sei o quanto isso é difícil para você e isso não é diferente para ninguém. Mas, como estudante do Curso, nosso caminho nunca mudará: é para dentro. Por isso, não se esqueça de pedir ajuda ao Espírito Santo ou Jesus nesse processo. Só não se esqueça de que você não sabe qual seria o melhor acontecimento nesse assunto nem em qualquer outro. Peça sempre a Eles para mostrarem as suas lições de perdão e para que lhe ajudem nelas - o perdão é realizado pelo Espírito Santo - sempre.

Grupo Mera: Entendo perfeitamente e conheço bastante a guerra mental em que está. Como sua mãe deve ter dito a você, tudo o que posso falar vem dos ensinamentos de Um Curso em Milagres, livro de treinamento da mente com o qual trabalho. Esse livro mostra e distingue duas coisas que devem estar passando pela sua cabeça nesse momento.

Uma delas é o arrependimento. Para o Curso, é útil termos arrependimento de algo que fizemos ou deixamos de fazer porque o arrependimento nos faz repensar e lembrar que podemos fazer de outra forma numa próxima vez. No processo de pensar sobre o arrependimento “cabe” lembrarmos que todo mundo erra.

A outra coisa é a culpa. Segundo Um Curso em Milagres, ela não serve para nada a não ser nos manter presos a uma situação ou pessoa sem, na verdade, ajudar nem um nem outro – nem a nós, nem as outras pessoas, nem a situação. Para tentarmos entender isso, partimos do último pensamento do arrependimento: todos erram. Neste mundo não pode haver alguém que não erre. Se isso é coerente para você, quando essa “voz” na sua cabeça começar a falar (essa voz que existe na cabeça de todos e que no Curso é chamada de ego), pare tudo, organize seus pensamentos e ideias. Para isso, você pode usar a estratégia de “escrever” porque nós não conseguimos escrever na velocidade em que pensamos e isso faz necessariamente com que o fluxo de pensamentos diminua. Rezar também pode ajudar, se você gostar, claro. Respire fundo e, mais calmo, escolha perdoar a você mesmo e a todos os envolvidos, diretamente ou não, nessa situação – porque todos nós estamos tentando acertar, mesmo quando erramos.

Nesse momento bastante difícil que você está passando, tente (esse é o treino que tento ensinar aos meus alunos) ser mais benigno consigo mesmo... Isso vai ajudar a diminuir o volume dessa voz acusadora na sua mente e pode ajudá-lo a encontrar soluções mais criativas e serenas pra tudo isso. Você pode ter certeza de que isso tudo pode ter um final bastante diferente desse terror que muitas vezes imaginamos ser sem volta ou sem solução.

Quando cometemos algum erro, principalmente quando é algo considerado grave, temos a tendência a pensar que todo o nosso valor como ser humano se foi, e assim, nos concentrarmos apenas nesse erro. O erro aconteceu; isso é fato. Mas nosso valor intrínseco continua intacto, nos mostrando que somos sempre dignos de Amor. Não somos o erro em si – somos algo muito maior do que isso. E, quando realmente nos arrependemos, podemos usar todas as situações desafiadoras em nossas vidas para nos tornarmos pessoas melhores, mais maduras e conscientes.

Grupo Mera: Você está bastante “afiado” na metafísica do Curso. Seu texto está perfeito! Entretanto, todos nós precisamos estar alertas ao “pedido/bronca” de Jesus em seu Curso: a metafísica serve pra nos orientar para um caminho reto, ou, em outras palavras, para a decisão da escolha certa: ter o Espírito Santo como guia. Mas nossa atenção e dedicação devem ser com o nosso dia a dia, com as situações que se apresentam, porque são as nossas lições específicas de perdão. Então, embora “saibamos” (uma ideia que aceitamos na teoria) que o passado não existe, nossa experiência é que somos um ser inserido no tempo, portanto, devemos começar nossa prática a partir de onde pensamos estar.

Muitos estudantes do Curso acabam caindo na armadilha comum do ego e dizem “ah, isso nunca aconteceu mesmo, então deixe para lá”. Tudo o que o ego quer é que deixemos de olhar para as nossas mágoas (portanto, culpas) e que nos mantenhamos bem longe da lembrança de que temos mentes. Jesus, bem ao contrário, nos diz “hei meu irmão, olhe bem de frente para essa sua dor. Depois de encará-la, junto comigo você verá que ela realmente não é real”.

Enquanto quaisquer mágoas nos parecerem reais, negá-las realmente não fará com que desapareçam. Na verdade, a negação só faz com que fiquem ocultas, latentes, escondidas nos cantos mais escuros de nossa mente. E tudo o que fica escondido acaba por fazer uma pressão cada vez maior para vir à tona, gerando todo tipo de pensamentos e sentimentos confusos, como agressividade, depressão, etc. Seria como tentarmos manter uma bola embaixo da água; vai chegar um momento em que não teremos mais forças para manter a pressão, e então, tudo virá à tona com uma violência e velocidade espantosas, causando um estrago ainda maior em nossa percepção de nós mesmos e nos nossos relacionamentos.

O Curso é um aprendizado com práticas. São as experiências que tornam concreto o conhecimento através de uma memória “fabricada” conscientemente e passo a passo. Este trecho de UCEM exemplifica tudo isso:

“Tens que olhar para as tuas ilusões e não mantê-las escondidas, porque elas não se baseiam em um fundamento próprio. Estando ocultas, parecem fazê-lo e assim aparentam manter-se por si mesmas. Essa é a ilusão fundamental sobre a qual repousam as outras. Pois, abaixo delas e permanecendo oculta enquanto elas estão escondidas, está a mente amorosa que pensou tê-las feito na raiva. E a dor nessa mente é tão evidente quando é descoberta, que a sua necessidade de cura não pode ser negada. Nenhum, entre todos os truques e jogos que tu lhe ofereces, é capaz de curá-la, pois lá está a real crucificação do Filho de Deus” (UCEM-T-13.III.6).

Grupo Mera: Isto precisa ficar claro: o Curso não nos pede para vermos as pessoas sem nenhum “defeito”, mas pede para que olhemos para nossas mentes e observemos porque determinados defeitos nos incomodam. Esses incômodos podem ser a chave para liberdade. Eles podem nos mostrar onde estão nossas necessidades especiais, às quais “a outra pessoa tem de” nos satisfazer.

Isso não quer dizer que estaremos condescendentes com alguns comportamentos ou buscando não olhar para as coisas que os outros fazem e não concordamos. Mas quer dizer que vamos nos lembrar de que elas as fazem porque acham que está certo e porque aprenderam assim. Ao mesmo tempo, vamos lembrando que a maneira como interpretamos os comportamentos é a nossa maneira de ver, a nossa percepção.

Assim, novamente, lembramos que “as coisas me incomodam porque eu as vejo dessa forma”. Olhar para o incômodo em nós mesmos é a retomada do nosso poder e o começo da solução do conflito.

Um exercício útil pode ser observar-se com a irritação em relação ao comportamento de uma pessoa. Mas, sem nenhuma tentativa de “correção” da visão, da opinião ou julgamento que temos. Pedir ajuda do Espírito Santo para ver a pessoa, seu comportamento ou a situação de outra forma, é a nossa função.

No entanto, é importante que nos lembremos de pararmos nesse ponto (pedir ajuda para ver de outra maneira) porque senão ficaremos envolvidos pela necessidade de acharmos os "pontos positivos" das pessoas e das situações. E não é esse o nosso papel. O Espírito Santo tem a visão de Deus sobre tudo e todos. Ele nos vê além do nosso comportamento. Tem a visão total, à parte da ilusão de todas as aparências. Nosso papel é entregarmos a Ele todo nosso julgamento.

Grupo Mera: Se você já leu nosso livro – Um guia para o perdão -, penso que posso pedir para lembrarmo-nos juntos: Deus nos criou perfeitos na Realidade, mas Ele não nos “criou assim”, como corpos, vivendo em um mundo de dualidade, a dicotomia entre o “bom” e o “ruim”, o “bem” e o “mal”. A perfeição não pode ser associada aos “seres humanos”. Os seres humanos (todo o mundo das formas, da matéria) são mesmo cheios de altos e baixos, ora bons ora ruins, ora alegres ora tristes...

E então, quando nos perdoamos por estarmos sempre nessa gangorra, vamos lembrando a nós mesmos de que a “obra de Deus” está mesmo acima (ou à parte) de todos os opostos.

Por isso mesmo não precisamos nos preocupar em buscar a perfeição, mas, como nos ensina Um Curso em Milagres, vamos buscar retirar as crenças que encobrem a Verdade em nossas mentes: a crença em que podemos ser algo diferente Daquilo que Deus criou.

Sabendo que Ele é o único Criador, e que Suas obras são como Ele, podemos relaxar e ir trilhando nosso caminho de volta para Casa (em Deus), serenamente, sabendo que já somos “perfeitos” na Realidade.

Grupo Mera: Muitas pessoas ultimamente têm passado coisas parecidas com o que você descreveu. Embora dentro das crises isso pareça intransponível ou incurável, de maneira alguma você deveria suspeitar do seu poder de abandonar esses medos e quaisquer surtos.

Segundo Um Curso em Milagres, o processo de “abandono” desses transtornos começa com o entendimento do processo. Ele diz que isso acontece porque estamos desconectados do nosso verdadeiro "Ser" – que ele chama de Filho de Deus.

Quando nos lembramos, por menor que seja o tempo que dure a lembrança, de que somos sim filhos Dele, uma experiência de união, força e proteção rapidamente faz com que retomemos a serenidade. Isso não precisa exatamente passar pela consciência, como foi com você quando se lembrou de rezar e ir à igrejinha; você não teve uma "análise consciente" sobre o processo, mas sentiu e aceitou o que você chamou de milagre. O Curso também chama a isso de milagre - mas explica que foi apenas a correção do seu pensamento.

Quando você diz que essas crises "vieram do nada", eu posso garantir a você que isso não foi assim. Comece a reparar, a lembrar de pequenos pensamentos de julgamento e condenação que você teve (sempre teve porque todos nós temos) especialmente nos dias anteriores, em relação às outras pessoas e, principalmente, em relação a si mesma. Eles ficam disfarçados, mas podem ser mais ou menos assim: acho que não consigo, não dou conta, não fiz isso direito, será que estou certa? Etc.

Esses pensamentos (muitos deles não percebemos porque não temos treino de estar atentos) fazem com que nos sintamos cada vez mais frágeis porque nos sentimos separados de Deus, das outras pessoas e da nossa Essência, nossa verdadeira Identidade. Sem perceber vamos nos sentindo mais frágeis e sem proteção, parecendo que muitas coisas podem acontecer conosco. Lembrando novamente, isso acontece com todos, então, de repente, sentimos umas coisas estranhas, e sempre atribuímos a energias “externas” (alimento, doença, espíritos, ambiente, pessoas ruins, etc.) e nos sentimos mais frágeis e vulneráveis ainda.

Essa dinâmica se repete e repete outras vezes, e ficamos presos num círculo vicioso sem perceber. É assim que funcionam nossas mentes aqui no mundo. Mas, como as pessoas raramente conversam umas com as outras, muitas vezes por medo de serem julgadas como loucas, ou por vergonha de se expor, etc., ninguém fica sabendo que todos, em algum nível, sentem a mesma coisa.

Analisando sob o prisma do Curso, então, a primeira coisa a fazer é começar a estar atenta aos seus próprios pensamentos. Estar atenta não significa tentar mudá-los, trocá-los por pensamentos positivos. Não é nada disso. É só estar atenta e perceber que seus pensamentos de condenação a alguém e os de autocondenação estão soltos, “fazendo o que querem”. Quando você olha para eles e não luta contra eles, eles vão perdendo a força... Mas, isso só vai valer se você experimentar. E experimentar várias vezes – isso é treino.

Esse é o princípio do treinamento proposto pelo Curso: observação. Quando você começa a fazer isso, fica ciente de que nada lá fora está lhe fazendo qualquer coisa - são os seus próprios pensamentos que fazem tudo: suas percepções boas ou ruins. Embora esse assunto necessite de mais embasamento teórico, você pode começar com a seguinte análise: uma mesma situação ou pessoa pode parecer ruim para alguém e para outro alguém, pode parecer boa. O valor (status de boa ou ruim) de cada coisa ou situação ou pessoa é diferente para cada um de nós. Sendo assim, olhar "de frente" para as coisas que nos machucam pode revelar o valor (sempre ilusório porque pode mudar de pessoa para pessoa) daquela coisa. E, então, você começa a retomar o seu poder tirando o poder das coisas “lá fora”.

Creio que você entendeu que são várias coisas acontecendo concomitantemente somente a partir da sua atenção aos seus pensamentos, que são o princípio de todo nosso mundo de percepção, de formas.

Grupo Mera: quando começamos verdadeiramente a olhar para dentro, as “primeiras camadas” parecem mesmo escuras, cheias de coisas estranhas e tenebrosas... Isso está de acordo com algumas crenças reinantes no mundo do ego: nós traímos Deus e estamos separados Dele e, portanto, somos criaturas horríveis. Não devemos olhar para dentro porque nos defrontaremos com o traidor.

Acreditando nisso, caímos no conto do vigário que sustenta a ameaça contada pelo ego.

Esse medo, na verdade, é um sinal de que estamos começando a questionar o sistema de pensamento do ego, e uma reação em contrário é natural e esperada, pois o ego vê esse questionamento como uma ameaça à sua própria existência. Embora o ego seja apenas uma parte de nossa própria mente, nós o sentimos como algo à parte e em oposição a nós, com o “poder” de nos ameaçar ou de nos tirar do equilíbrio.

No entanto, somos filhos do Amor, e as criações de Deus são como Ele mesmo. É exatamente disso que o ego não quer que nos lembremos. Essa lembrança precisa vir aos poucos. Ela é o nosso despertar. Não se assuste, então, com esse momento. Com certeza tudo isso passa mais rápido quando respeitamos o medo (desconforto) a cada passo e lembramos da base da metafísica de Um Curso em Milagres: nada que seja diferente de Deus e Sua Vontade é real.

Grupo Mera: Comece (atente-se, o verbo é começar) a perceber o quanto tudo vira uma obsessão para você. Um alerta: isso não é uma crítica, é uma observação para que você comece a ver a origem de todos os problemas.

Quando o Curso nos pede pra sermos "observadores de nós mesmos, de nossas mentes", assim como pedimos nos exercícios que você tem feito conosco, não é pra virar uma obsessão. Será mais útil que, ao invés de você ficar preocupado em fazer suas tarefas perfeitamente, você se perdoar quando se esquecer delas.

Jesus não pede que modifiquemos nossas vidas. Pelo contrário, ele pede pra que as levemos normalmente, interagindo com as outras pessoas e com as situações. Então, comece a ver esses impulsos de levar tudo "ao pé da letra" e a ver que eles são apenas mais uma forma de torturar a si mesmo.

Vou apontar mais algumas coisas para que possamos dar continuidade ao “raciocínio” a que nos propusemos.

Observar seus sentimentos e pensamentos não é tentar se livrar deles. No outro e-mail você repetiu várias vezes que não sabe como não ficar com raiva em determinadas situações. Eu não disse pra você não ficar com raiva ou tentar substituí-la por qualquer outra coisa. O que conversamos foi que todos nós temos raiva porque esse é um sentimento que faz parte da natureza humana. Essa tentativa de não sentir ou substituir algo que “não é bom” de se sentir faz um tumulto maior nos pensamentos.

Importante: é impossível estar atento a todos os seus pensamentos. Uma hora dessas, você vai entender que isso realmente não é necessário.

Nossa tarefa é não esconder esses sentimentos de nós mesmos e do Espírito Santo. Eles serão naturalmente abandonados e substituídos enquanto vamos concluindo que eles são, na verdade, sem sentido. A substituição é feita pelo Espírito Santo, sempre.

Não existe uma "dica" para quando estamos trabalhando e queremos manter as ideias, o treino. Quando pedimos ajuda, somos ajudados sempre. O que mais acontece é que não “reconhecemos” a ajuda porque nós, normalmente, determinamos como ela deveria ser... Daí, não a reconhecemos.

Quanto à urgência em resolver seus problemas com seus familiares, pense comigo. Se você estiver calmo, sem tantos pensamentos de culpa sobre a necessidade de ajudar, pode tentar achar uma resposta sobre como ajudar. Para cada problema que aparece com o recado "precisa ser resolvido agora", você pode pensar: o que de pior pode acontecer se não for resolvido neste momento? E comece a se lembrar de que eles estão aí desde longa data.

Sobre nossa “evolução”, com Um Curso em Milagres nossa maneira de pensar necessariamente muda para "nós já somos os filhos perfeitos de Deus apenas esquecidos disso". Com o Curso vamos tirando todas as nuvens que encobrem essa verdade em nossas mentes.

Grupo Mera: A pressa/urgência está ligada à ideia que a vida é curta e temos que cumprir nosso compromisso assumido com um deus déspota que irá, no julgamento final, nos mandar o castigo merecido.

Essa ideia olhada de frente pode ser muito engraçada e nos dar oportunidades de boas risadas! Mas ainda não dá pra rirmos direito; ela é uma "verdade bem escondida" no nosso inconsciente.

Talvez, o que você possa ir fazendo por agora, quando percebe cada um dos seus pensamentos de urgência, é pensar: "e daí, e se eu não conseguir isso agora? E se nada der certo hoje? E se eu não conseguir terminar de fazer o que me propus? O que de pior pode acontecer”?

Aguarde um pouco e veja se sua mente te dá alguma resposta. Pode ser que você se surpreenda com "o que de pior pode acontecer" e consiga rir na grande maioria das vezes.

Escrever é uma ótima estratégia para acalmar e organizar os pensamentos porque você não consegue escrever na velocidade em que os pensa!