O especialismo é o grande ditador de decisões erradas. Aqui está a grande ilusão a respeito do que tu és e do que é o teu irmão. E aqui está o que não pode deixar de fazer com que o corpo seja querido e digno de ser preservado. O especialismo tem que ser defendido. As ilusões podem atacá-lo e, de fato, o fazem. Pois o que o teu irmão não pode deixar de ser para manter o teu especialismo é uma ilusão. (UCEM-T-24.I.5:1-6)

Nós não somos um e iguais em corpos, mas em mente. E o que Deus criou não pode ser atacado.

A identificação com o ego, corpo, personalidade e um ser separado, faz com que nos percebamos diferentes de nossos irmãos. Diferença requer julgamento que sempre tem que partir de alguém “melhor” sobre alguém “pior”.

O Curso diz que “o especialismo é um meio e um fim simultaneamente”, pois ele serve para separar e para justificar o ataque daquele que é “superior” àquele que é “inferior”, sendo isso justificado e natural. Esta é a “decisão errada” porque apenas quem se sente fraco precisa atacar para se defender. Então, aquele que se sente especial se sente frágil, não vendo que aquilo que o torna especial é, na verdade, o que o torna fraco. Mas, porque não percebe isso, continua querendo e protegendo o que o faz “especial”.

O corpo é sempre fraco e frágil. Quando ele representa o ser, ele é o objeto digno de ser amado e precisa ser preservado a qualquer custo. Ao vermos as outras pessoas como corpos, reforçamos nossa crença em que somos vulneráveis. Enquanto nos identificamos com o corpo, precisamos ver as outras pessoas como diferentes e, portanto, como ameaças, então, atacamos e mantemos o especialismo.

 

Grupo Mera