Em todos os momentos, a única crença que é mantida zelosamente oculta e que é defendida, embora não seja reconhecida, é fé no especialismo. Isso toma muitas formas, mas sempre se choca com a realidade da criação de Deus e com a grandeza que Ele deu a Seu Filho. Que outra coisa poderia justificar o ataque? Pois quem poderia odiar alguém cujo Ser é o seu próprio e a Quem conhece? Só os especiais poderiam ter inimigos, pois eles são diferentes e não o mesmo. E qualquer tipo de diferença impõe ordens de realidade e uma necessidade de julgar à qual não se pode escapar. (UCEM-T- 24.I.3)

O especialismo tem sua origem na falta, na crença na escassez. Essa crença que nos leva a crer que somos separados uns dos outros, também é responsável por nos sentirmos diferentes uns dos outros. Indo mais além, também nos faz sentir diferentes de nosso próprio Ser íntegro e real – Cristo.

Todos que acreditam ser diferentes atacam o que não reconhecem como iguais. É assim que funciona o nosso mundo.

Um Curso em Milagres diz que uma pessoa não atacaria outra se soubesse que esta é seu próprio ser, e que ninguém ataca, a menos que se sinta ameaçado. Sentir-se diferente traz o julgamento automático de ameaça, não há como escapar.

A proposta do Curso é trazer à consciência o engano da crença na separação. A experiência da unicidade conseguida através do perdão verdadeiro desmancha o especialismo e suas necessidades de ídolos, e dessa forma, a única resposta que pode trazer a segurança e a certeza da plenitude é aceita: o Amor de Deus, que é, em si mesmo, a memória da igualdade.


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